Qualidade da Água

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A Portaria nº 2.914 de 12 de Dezembro de 2011 do Ministério da Saúde, estabelece os procedimentos e responsabilidades inerentes ao controle e à vigilância da qualidade da água para consumo humano, estabelece seu padrão de potabilidade e dá outras providências. As coletas devem ter distribuição uniforme ao longo do período e representatividade do sistema de distribuição, combinando critérios de abrangência espacial e pontos estratégicos, entendidos como aqueles próximos a grande circulação de pessoas ou edifícios que alberguem grupos populacionais de risco (hospitais, creches e asilos), e aqueles localizados em trechos vulneráveis do sistema de distribuição, como pontas de rede, por exemplo.

Descrição dos Parâmetros Analisados

Cloro Residual Livre
Coliformes Totais
Coliformes Fecais
p.H
Turbidez
Flúor

Cloro Residual Livre

Uma quantidade suficiente de cloro é adicionada para se obter correta desinfecção, assegurando a destruição da vida bacteriana. A permanência de um residual de cloro assegura a manutenção da qualidade microbiológica, desde o ponto de tratamento até o usuário da água. O resultado da análise do cloro é expresso em mg/l. De acordo com a Portaria vigente do Ministério da Saúde após  a desinfecção, a água deve conter um teor mínimo de cloro residual livre de 0,5 mg/l, sendo obrigatória a manutenção de, no mínimo, 0,2 mg/l em qualquer ponto da rede de distribuição. Para a rede de distribuição  o valor máximo  permitido (V.M.P) de cloro residual livre é de 2,0 mg/l.

Coliformes Totais

A verificação de presença ou ausência de contaminação bacteriológica é feita através da analise das bactérias do grupo coliformes. As bactérias do grupo coliformes constituem um grupo de organismos com características comuns e sua presença guarda relação com bactérias patogênicas e outros vírus, por isso são convenientemente utilizadas como indicadores de contaminação. Na análise que acusar a presença de coliformes, ainda não indica necessariamente água contaminada por bactérias patogênicas ou outros vírus, mas a probabilidade é muito grande. O resultado da análise de coliformes totais é expresso presença ou ausência em 100 ml da amostra. De acordo com a Portaria vigente do Ministério da Saúde o resultado deve apresentar ausência em 100 ml da amostra.

Coliformes Fecais

Os coliformes termotolerantes vivem normalmente no organismo humano, existindo em grande quantidade nas fezes. Apresentam um grau de resistência ao meio semelhante ao que é apresentado pelos principais patogênicos intestinais que podem ser veiculados pelas águas, portanto a ausência de coliformes termotolerantes reduz muito a possibilidade de contaminação por patogênicos. Na análise que acusar a presença de coliformes, ainda não indica necessariamente água contaminada por bactérias patogênicas ou outros vírus, mas a probabilidade é muito grande. O resultado da análise de coliformes termotolerantes é expresso presença ou ausência em 100 ml da amostra. De acordo com a Portaria vigente do Ministério da Saúde o resultado deve apresentar ausência em 100 ml da amostra.

p.H

É a medição do potencial de hidrogênio ou a concentração dos íons H + (ácido) ou OH – (alcalino) na água, ou ainda, é o índice de medida da acidez, neutralidade ou alcalinidade. Os valores do pH encontram-se distribuídos entre zero e 14. Entre zero e 7 encontra-se a faixa ácida, o ponto 7 indica neutralidade e a faixa de 7 e 14 encontra-se a faixa alcalina. O resultado da análise da pH é expresso através da Unidade de pH. De acordo com a Portaria vigente do Ministério da Saúde o valor mínimo recomendado é 6.0 e o valor máximo é 9.5.

Turbidez

Turbidez é a medição da resistência da água à passagem da luz. A turbidez é provocada pela presença de partículas suspensas, finamente divididas ou em estado coloidal. O efeito destas substâncias na água é a de que as águas tornam-se turvas e perdem a transparência. Assim como a Cor, a Turbidez também é um parâmetro de aspecto estético de aceitação ou rejeição do produto. O resultado da análise da Turbidez é expresso através da Unidade NTU, que significa Unidade Nefelométrica de Turbidez. De acordo com a Portaria vigente do Ministério da Saúde o valor Maximo permissível para a turbidez na água na saída da Estação de Tratamento é de 1.0 NTU e para a rede de distribuição é de 5.00 NTU.

Flúor

O flúor é um elemento químico adicionado à água de abastecimento, durante o tratamento, devido à sua comprovada eficácia na proteção dos dentes contra a cárie. O teor de flúor na água é definido de acordo com as condições climáticas (temperatura) de cada região, em função do consumo médio diário de água por pessoa. Para o estado de São Paulo o teor ideal de flúor é de 0,7 mg/l (miligramas por litro) podendo variar entre 0,6 a 0,8 mg/l.
A ausência temporária ou variações de flúor na água de abastecimento não tornam a água imprópria para consumo.
Vale ressaltar que sempre que amostras da rede de distribuição apresentarem resultados fora dos padrões estabelecidos pela Portaria 2.914 do Ministério da Saúde, são tomadas ações corretivas para o restabelecimento do padrão de qualidade, o que inclui a realização de novas análises.

Doenças de Veiculação Hídrica

Doenças de Veiculação Hídrica são aquelas transmitidas pela água. Muitas das doenças que afetam o homem podem ser transmitidas pelos microorganismos presentes no meio ambiente, e cerca de 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como o Brasil) são provenientes da água de qualidade ruim. As enfermidades mais comuns que podem ser transmitidas pela água são: Febre Tifóide, Disenteria, Cólera, Diarréia, Hepatite, Leptospirose e Giardíase.
Existem também as doenças causadas pela presença de grandes quantidades de substâncias tóxicas ou nocivas na água. Muitas vezes elas não são percebidas pelo gosto, pela aparência ou pelo cheiro, mas podem provocar doenças e até mesmo epidemias. Para que isso não aconteça, é preciso estar sempre atento à qualidade da água, que deve ser potável.
Água Potável é aquela que é limpa e transparente, não contém microorganismos nem substâncias que possam transmitir doenças ao ser humano. Para que a água distribuída na casa das pessoas seja potável, as empresas de saneamento, como a SAEG, procuram retirar a água de lugares limpos e utilizam diversos produtos e tecnologias que controlam a quantidade de substâncias da água, garantindo a saúde da população. Além disso, é preciso tomar alguns cuidados a mais para se proteger: lavar a caixa d´água a cada seis meses, não deixar acumular água em latas, vidros e pneus e não usar água de córregos e de enxurradas. Os cuidados com a higiene pessoal e com a limpeza da casa também são fundamentais para ficar livre das doenças.

Elementos Químicos no Tratamento da Água

A água é um solvente universal - dissolve as mais variadas substâncias. Na natureza, sais minerais e outros elementos são encontrados junto com a água, que apresenta variações de composição e gosto, de região para região. Isto quer dizer que na natureza não existe água pura. E a água pode ser saudável ou nociva para o consumo humano, dependendo de suas características. Em regiões de alta concentração populacional, por exemplo, devido à poluição, a água pode carregar substâncias tóxicas, além de organismos como vírus e bactérias. A água, sem a qual não haveria vida na Terra, é também um dos maiores veículos transmissores de diversas doenças. Por isso, é necessário passar por um tratamento adequado antes de ser distribuída à população.
Basicamente, uma empresa de saneamento analisa a água do manancial que utiliza para, em seguida, definir o tratamento mais adequado. Sistemas de filtragem, decantação e floculação podem ser utilizados para a remoção de elementos, mas, quase sempre, há a necessidade de se adicionar à água alguns elementos químicos, fundamentais para garantir a sua potabilidade e, conseqüentemente, a saúde e o bem-estar da população.
As principais finalidades do tratamento químico são: higiênica/ desinfecção (remover bactérias e outros microorganismos nocivos, elementos venenosos, minerais e compostos orgânicos em excesso), estética (corrigir a cor, sabor, transparência, odor etc) e econômica (reduzir a oxidação, corrosões, dureza e elementos que prejudiquem a rede de distribuição), além da adição de elementos que garantem a saúde pública. Os produtos utilizados no tratamento reagem entre si, com a água e com compostos presentes na água, dependendo das características e necessidades. Os elementos químicos mais utilizados são cal, cloro e flúor. Após o tratamento, a água passa constantemente por análises laboratoriais, a fim de garantir a distribuição de um produto de qualidade.

Reservatórios abastecidos pela Estação de Tratamento de Água – ETA

A Estação de Tratamento de Água (ETA) da SAEG é abastecida pelo Ribeirão Guaratinguetá que é responsável pelo abastecimento de 92,99 % da população, cujas fases de processo são: coagulação, filtração e desinfecção com gás cloro e fluoretação. Sua capacidade de produção é 409 L/s, 1.472,4 m3/h, com regime de operação 21 horas/dia, produzindo em média 30.920,4 m3/dia. Sua limpeza é executada a cada 2 meses. Os produtos químicos utilizados são os mais comuns e universalmente empregados. A ETA abastece 21 reservatórios espalhados pela cidade, a cada 6 meses estes reservatórios são limpos, são eles:

  • CR - 01: Reservatório Geral Rua Alberto Barbetta, 1.450
  • CR - 03: Reservatório Geral Rua Alberto Barbetta, 1.450
  • CR - 03B: Reservatório Geral Rua Alberto Barbetta, 1.450
  • CR - 04: Reservatório Alto São João 
  • CR – 04A: Reservatório Alto São João 
  • CR – 04 B: Reservatório Alto São João 
  • CR - 05: A Rua São José
  • CR - 05B: Sucupira
  • CR - 05C: Rua Inglês de Souza
  • CR - 06A: Avenida Exposição
  • CR - 06B: Clube dos 500 Estrada Municipal Clube dos 500
  • CR - 06C: Clube dos 500 Estrada Municipal Clube dos 500
  • CR - 07: E.T.A. Rua Xavantes, 1.880
  • CR- 07A: E.T.A. Rua Xavantes
  • CR - 08B: Parque São Francisco Estrada Vicinal Tancredo Neves
  • CR - 17A:  Jardim Modelo Rua Dona Helena Galvão, 27
  • CR - 10A:  Jardim Santa Luzia Rua Nelson Marinho da Costa, s/n
  • CR - 10B: Jardim Santa Luzia Rua Nelson Marinho da Costa, s/n
  • CR - 13A:  Pingo de Ouro Rua Portal dos Ipês, 100
  • CR - 13B: Los Angeles Rua 14 – Loteamento Los Angeles, s/n
  • CR - 15A:  Vila Municipal Rua Benedito Costa de Oliveira, 100

Reservatórios abastecidos por Poço Tubular Profundo

O Brasil apresentou nos últimos anos um aumento significativo da utilização das reservas de água subterrânea, o Estado de São Paulo se destaca como o maior usuário das reservas hídricas brasileiras. Água Subterrânea pode ser definida como a água existente no subsolo. Preenchendo os poros e fraturas das rochas, a água passa por um processo de filtragem natural e fica acumulada, dando origem aos aqüíferos. A formação desses aqüíferos subterrâneos ocorre de formas variadas, com diversos níveis de profundidade. Através da construção de poços artesianos, essa água pode ser captada para ser utilizada no abastecimento público. A água antes de seguir para residências sofre desinfecção com cloro e é adicionado flúor para garantir melhor qualidade aos usuários, os produtos químicos utilizados são os mais comuns e universalmente empregados.

 

CR-09B Parque Santa Clara Rua Alfredo Ferri, s/n

 

O Poço Tubular Profundo CR-09B Parque Santa Clara, é responsável pelo abastecimento de 2,13% da população, sua vazão média mensal é de 14.400 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

CR-11A   Montes Verdes Rua 02 – Lot. Montes Verdes, s/n

CR-12 Parque das Garças Rua R Parque das Garças, 85

 

O Poço Tubular Profundo Montes Verdes, localizado à Rua 02, s/n é responsável pelo abastecimento dos reservatórios CR-11A Montes Verdes e CR-12 Parque das Garças,  o que corresponde à 0,60% da população, sua vazão média mensal é de 8.120 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

CR-14A  Vila dos Comerciários Rua Francisco Nunes Vilella, s/n

 

O Poço Tubular Profundo Vila dos Comerciários, localizado à Rua Roque Amaral dos Santos, s/n, é responsável pelo abastecimento de 1,22% da população, sua vazão média mensal é de 15.840 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

CR-16A  Vila Ofélia Rua Da Liberdade, s/n

 

O Poço Tubular Profundo Vila Ofélia, é responsável pelo abastecimento de 0,05% da população, sua vazão média mensal é de 600 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

CR-33A  Engenho D’Água Rodovia Paulo Virgínio,  Km 5,2

 

O Poço Tubular Profundo Engenho D`água, é responsável  pelo abastecimento de 0,06% da população, sua vazão média mensal é de 600 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

CR-25E João Daniel, Rua 5, nº120

 

O Poço Tubular Profundo João Daniel, é responsável  pelo abastecimento de 0,39% da população, sua vazão média mensal é de 180 m3 e a cada 12 meses é feita limpeza.

 

Manancial Superficial dos Lemes

CR-00 Lemes Estrada Vicinal dos Lemes, s/n
O Reservatório dos Lemes é abastecido pelo Ribeirão dos Lemes e é responsável pelo abastecimento de 0,54 % da população, cujas fases do processo são: decantação, filtração e desinfecção com cloro e é adicionado flúor. A capacidade total de reservação de 60 m3, cuja limpeza é executada a cada 12 meses. Os produtos químicos utilizados são os mais comuns e universalmente empregados.

Manancial Superficial Pedrinha

CR-23 Pedrinha Estrada Ranulpho P. Bretas, s/n
O Reservatório da Pedrinha é abastecido pelo Ribeirão da Pedrinha e é responsável pelo abastecimento de 0,13 % da população, cujas fases do processo são: decantação, filtração e desinfecção com cloro e é adicionado flúor. A capacidade total de reservação de 20 m3, cuja limpeza é executada a cada 12 meses. Os produtos químicos utilizados são os mais comuns e universalmente empregados.

Manancial Superficial Rocinha

CR-24 Rocinha Estrada do Pessegueiro, s/n
O Reservatório da Rocinha é abastecido pelo Lago da Rocinha e é responsável pelo abastecimento de 1,33 % da população, cujas fases do processo são: decantação, filtração e desinfecção com cloro e é adicionado flúor. A capacidade total de reservação de 70 m3, cuja limpeza é executada a cada 12 meses. Os produtos químicos utilizados são os mais comuns e universalmente empregados.